Arqueologia

 

Arqueologia

 

O Projeto de Integração do Rio São Francisco possui o Programa de Identificação e Salvamento de Bens Arqueológicos, que já registrou quase 93 mil vestígios arqueológicos e paleontológicos em 291 sítios encontrados na região do projeto.


Os sítios arqueológicos descobertos têm seus achados submetidos a análises laboratoriais. A partir dos vestígios resgatados, é possível entender como os grupos humanos que habitaram o Brasil muito antes da chegada dos portugueses integravam-se ao ambiente, o que produziam e como se alimentavam.

Desde o início da obra, o ministério já investiu mais de R$ 80 milhões nessas pesquisas e ações. Os vestígios encontrados vão desde materiais líticos (raspadores de pedras usados pelo homem pré-histórico), até pinturas rupestres, cerâmicas, pontas de flechas, fogueiras e fósseis de animais.  


A iniciativa tem proporcionado a catalogação de dados e informações sobre o estado da arte, a pesquisa e a difusão do conhecimento arqueológico e paleontológico da região do semiárido do Nordeste do Brasil.

A descoberta mais emblemática até agora foram os ossos de uma preguiça gigante (Eremotherium sp.) associados a vestígios da cultura material do homem pré-histórico (cerca de 3.500 anos a.C). Segundo o Instituto Nacional de Arqueologia, Paleontologia e Ambiente do Semiárido (Inapas/Fumdham), esse animal tinha cerca de seis metros de altura e viveu no Brasil há quase 12 mil anos. O fóssil foi encontrado em Salgueiro (PE), no Eixo Norte do projeto. O sítio tem fornecido informações relevantes sobre o paleoclima e a convivência entre o homem pré-histórico e animais da chamada megafauna, hoje extintos.

O programa é desenvolvido pela Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham), onde estão guardados os achados arqueológicos. O museu faz parte do Instituto Nacional de Arqueologia, Paleontologia e Ambiente do Semiárido (Inapas).

 

Serviço

Museu do Homem Americano, em São Raimundo Nonato, no Piauí.
Contatos: (89) 3582-1612 e fumdham@fumdham.org.br